O mundo empresarial pós-pandemia será de grandes transformações no consumo de bens e serviços, além de mudanças nas relações entre trabalho e produção.

Em virtude da recessão econômica mundial, inevitavelmente, estamos já verificando uma mudança no padrão de consumo da maior parte das famílias, exigindo já adequações na produção e formação de preços. Muitos investimentos estão, também, deixando de ser realizados, por uma sensação de insegurança quanto aos próximos meses. Outros estão destinando recursos para áreas que serão mais rentáveis.

Ainda estamos vivenciando incertezas quanto ao fim da pandemia e a esperança por uma vacina. Precisamos retomar  a segurança para a realização de inúmeras atividades, como as relacionadas a turismo e eventos, tão importantes fontes geradoras de arrecadação de impostos e que movimentam a economia em Florianópolis.

A crise é uma aceleradora, também, de novas oportunidades que já apontavam para o futuro como: o trabalho remoto, novas tecnologias de interação à distância, trabalho independente, empresas com menor estrutura física e custos fixos e a criação de novos produtos e serviços condizentes com a nova realidade, de novos consumidores.

No transcorrer de todo este processo que foi desde fechar a atividade, resguardar a saúde dos envolvidos, retomar gradualmente e se deparar com novos perfis de consumo; necessitamos reavaliar o propósito da empresa ou reinventar o negócio. Sabemos, historicamente, que crises profundas tem a retomada de crescimento de forma pujante e criativa. Crise gera novas oportunidades e saber aproveitá-las será o diferencial para muitos empreendimentos.

Os ambientes virtuais e tecnologias que aproximem as pessoas com segurança e produtividade terão cada vez mais o seu protagonismo. As organizações deverão se adequar melhor as pessoas e não o contrário.

A necessária adaptação de estrutura das residências ao trabalho remoto, a organização e a disciplina nas atividades diárias a serem desenvolvidas e entregues pelos novos profissionais do futuro, nortearão, também, os próximos meses e anos.

A presença maior das pessoas em suas residências está impactando em novas formas de consumo de espaços adequados, mais cômodos, mais segurança, mais equipamentos, suporte de tecnologia e menos barulho que possa prejudicar seu rendimento.

Novos canais de comercialização e contatos serão necessários para que as empresas possam se aproximar mais de seus clientes. O distanciamento social provocou a criação de alternativas para abordar melhor o cliente e estar mais próximo de sua casa.

Alterações nos contratos de trabalho e prestação de serviço visando o sistema de trabalho home office com novas formas de entrega e produtividade das atividades a serem desempenhadas. Muitos profissionais que estão ficando desempregados poderão buscar sua nova ocupação nos seus próprios talentos e necessidades do mercado.

A busca de soluções tributárias para novos tipos de empresas e operações, exigindo do próprio Governo mudanças na sua própria legislação.

Necessidade de assessorias mais próximas ao empresário e suas novas necessidades, exigindo da contabilidade e consultorias mais conhecimento e atuação pró-ativa no dia a dia. Não haverá mais lugar para o simples cumprimento das obrigações. O digital e de fácil acesso serão demandados.

O mundo empresarial pós-pandemia terá uma nova configuração de empresas, necessidades e atendimento, com auxílio cada vez mais da tecnologia e busca de recuperação em curto prazo.

O clima de negócios poderá estar mais propício desde que haja uma retomada de investimentos externos e internos, com incentivos governamentais, créditos de curto prazo e uma carga tributária mais justa, caso a reforma tributária seja realizada com sucesso até o final de 2020.

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